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Cigarro: Inimigo da saúde

É comum ganhar alguns quilinhos depois de parar de fumar. Isso acontece porque sem o cigarro, o paladar da pessoa melhora e ela acaba comendo mais. Mas não se preocupe, para quem conseguiu parar de fumar, eliminar os quilos que estão sobrando será tarefa fácil. Praticar uma atividade física é uma boa opção, além de manter uma alimentação rica em verduras, frutas e legumes. O importante é não voltar a fumar!

O tabagismo é considerado uma doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Mesmo assim, sabendo que o fumo faz mal à saúde, as pessoas continuam fumando. Isso acontece porque o cigarro possui, aproximadamente, 4.720 substâncias tóxicas, entre elas a nicotina, responsável pela dependência, que é caracterizada pela relação de necessidade com alguma substância química.

Inicialmente as pessoas começam fumando por curiosidade ou influência dos amigos, principalmente na adolescência, é uma forma de mostrar independência. Ao experimentar, se a pessoa se sentir mal, dificilmente irá fumar novamente. Mas se ela gostar e sentir prazer ao tragar, provavelmente será um fumante.

"O fumo libera dopamina, serotonina, endorfina etc, substâncias que proporcionam sensação de prazer. Em busca desse mesmo efeito, a pessoa fuma outras vezes. Com o passar do tempo, é preciso fumar cada vez mais para sentir prazer novamente. Isso caracteriza a perda de controle", explica Luiz Renato Carazzai, psiquiatra da Universidade Federal do Parana (UFPR).

O tabagismo exerce influência negativa, até na hora de procurar emprego. O fato de fumar para algumas empresas tem influído negativamente na hora da contratação. Além disso, boa parte das companhias desenvolve programas de tabagismo, com informações sobre o assunto para diminuir o hábito de fumar entre os funcionários. Os planos de saúde empresariais, por exemplo, podem custar 40% menos, em uma empresa em que não há fumantes.

Problemas causados pelo cigarro

"Ao entrar nas vias aéreas, a fumaça do cigarro, provoca lesões em todo trajeto, destruindo tecidos, aumentando as chances de desenvolver problemas respiratórios", conta Luiz Alberto Chaves de Oliveira, especialista em Dependência Química, coordenador do Tratamento de Alcoolismo e outras Dependências do Recanto Maria Tereza e secretário executivo do Conselho Estadual de Entorpecentes de São Paulo (CONEN-SP).

Segundo o Dr. Carazzai, o cigarro é responsável por 80% das mortes por câncer de pulmão, por mais de 25% dos infartos e por 80% a 90% dos casos de bronquite crônica e enfisema pulmonar. Além disso, quem fuma tem de duas a 10 vezes mais chances de desenvolver câncer de boca, laringe, esôfago, pâncreas, rins e bexiga.

Doenças causadas pelo tabagismo:

  • Câncer;
  • Bronquite crônica;
  • Enfisema pulmonar;
  • Doenças circulatórias;
  • Infarto;
  • Gastrite;
  • Úlcera;
  • Pressão alta;
  • Taquicardia;
  • Insuficiência vascular com morte de tecido, levando a amputação do membro;
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Impotência sexual.

O fumante passivo, aquele que vive cercado por quem fuma, também é bastante prejudicado e corre o risco de desenvolver as mesmas doenças de um fumante. O agravante é ainda maior, se essa ele convive com fumantes em casa e no trabalho.

Fumar durante a gravidez

Quando o fumante for mulher e estiver grávida, a orientação é que o fumo seja interrompido imediatamente, no intuito de minimizar as conseqüências para o bebê. A nicotina passa a barreira formada pela placenta e produz excitação no feto, aumentando a probabilidade de parto prematuro. Além disso, há riscos de que a criança seja agitada e tenha dificuldade de aprendizagem no futuro.

É importante lembrar que a nicotina também pode ser transmitida pelo leite materno. Antes de engravidar é fundamental que as mulheres tenham consciência e parem de fumar. Quanto mais cedo, menores serão os riscos.


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Especialistas Consultados
  • Luiz Alberto Chaves de Oliveira - Tel: (11) 3677-4474
  • Luiz Renato Carazzai - Tel: (41) 225-3024
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